Com o objetivo de discutir os reflexos negativos que o trabalho precoce pode trazer para a vida das crianças e dos adolescentes, Piraquara promoveu o 1.º Fórum Municipal Contra o Trabalho Infantil. O encontro, que contou com a participação de cerca de 100 pessoas, ocorreu na terça-feira (30), na câmara municipal.
Para a coordenadora do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), Claudiane Ferrari, esse é apenas o primeiro de muitos encontros que devem ser realizados no município. “Se não houver essa aproximação entre a sociedade civil e o poder público, sozinhos fica muito mais difícil para combater o trabalho infantil no município”, disse a coordenadora.
Hoje, no Peti são atendidas 337 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil e risco social. Com a nova infraestrutura que o programa vai ganhar neste 2.º semestre, no bairro São Cristóvão, está previsto o aumento do número de vagas. O Peti mudará de endereço devido ao espaço que é utilizado hoje - Associação dos Bancários do Paraná - ser alugado.
Ilegalidade
Segundo levantamento do IBGE em 2007, embora o trabalho infantil seja ilegal, a atividade de crianças e adolescentes é importante para o rendimento familiar. Quase metade delas participava com 10 a 30% do total dos ganhos mensais da família e 23,4% com mais de 30% desse rendimento.
Outro dado relevante é o fato de que as crianças e adolescentes trabalhadores de 5 a 17 anos frequentam menos a escola do que aqueles que não estão em situação de trabalho. A taxa de frequência dos que não trabalham é de 93,6%, e a dos que desenvolvem alguma forma de trabalho é de 81%.
Marcadores: Exploração Infantil, Trabalho
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